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15 de junho de 2008

Festa Junina.zip


Eu havia prometido falar um pouco mais sobre a Festa Junina do Projeto Vida Nova, mas felizmente as coisas na Oficina de Cinema vêm acontecendo de forma tão surpreendente que fica difícil escolher o que devemos diariar.

Para não deixar de lado e correr o risco de cair no desmerecido esquecimento, vou resumir em sucintas palavras a Festa Junina. Visando a maior colaboração de todas as oficinas, a coordenação da ONG resolveu criar uma competição entre elas. A palavra é meio pesada, mas foi saudavelmente usada por todos os envolvidos.

O resultado, como esperado, foi excelente, fazendo do simples evento junino um grande arrecadador de recursos. Sem falar nos inúmeros contatos que fizemos durante o fim de semana. A nossa oficina saiu como vencedora, graças ao trabalho dos voluntários, mas como tudo é revertido para a ONG, seja no geral seja na oficina especificamente, é justo dizer que todos saímos vencedores.

Há muito ainda pra contar sobre o evento, por isso deixo aqui aberto para francos e demais voluntários contarem (por post ou por comentário) mais detalhes e momentos desse memorável fim de semana.

9 de junho de 2008

Fotografia chegando e um pedido de desculpas

Peço perdão aos quase 5 leitores deste blog pela falta de atualização do mesmo. Realmente, não ando tendo muito tempo e o que me sobra, gasto no cinema, lendo gibi ou algum livro dos que comecei ("Manual do Roteiro", de Syd Field, "Story", de Robert McKee, e "Ensaio Sobre a Cegueira", Saramago).

Acredito que os outros francos colaboradores andam ocupados com as mesmas coisas (estudos, Oficina de Cinema e trabalho), então pelo desculpa por eles também.

A Oficina de Cinema anda muito bem, obrigado. Enfim, a aula de fotografia dada pela galera da Mnemocine está com a data marcada para o dia 29 de junho. Sem falta, sem chorumelas. O dinheiro chegará até lá (we really hope so!).

Alguns feriados e festas da ONG, como a junina do último final de semana, "atrapalharam" o ritmo da criançada, mas recuperaremos antes das aulas de fotografia, nosso maior momento desde o começo da Oficina.

Posteriormente, deveremos escrever sobre a citada festa junina. Os dois dias renderam, e ainda há de render, muitas boas histórias.

Ah, "Ensinando a Viver", com John Cusack, que está ainda em cartaz, é bem fofo. Nada novo, mas bem fofo, graças, claro, ao Cusack e ao pentelho "vindo de marte".

Uma boa semana a todos!

20 de maio de 2008

Sobre Sexo Seguro e Improvisos

Discutido de diversas maneiras há décadas - com mais ênfase, a partir dos anos 90 - o sexo sem proteção ainda é um problema no Brasil e no mundo. Mesmo sendo um dos mais "batidos" temas a se tratar com os jovens e adolescentes, é absurdo o número de casos de gravidez, aborto e DST entre estas faixas. Isso é ainda mais freqüente entre os adolescentes das periferias das cidades pelo país.

Pensando no provável emergente problema entre nossos alunos, já que o grupo é formado por adolescentes de 11 a 16 anos - faixa perigosa - resolvemos, de última hora, mudar os planos e discutir o tema na Oficina de Cinema. A decisão foi tomada numa reunião na quarta, dia 14 de maio, realizada no antigo prédio da Faculdade de Enfermagem da UNASP.

Há alguns dias, em uma visita ao Instituto Criar (patrocinada pelo Luciano Huck), localizada na Barra Funda, zona Oeste de São Paulo, Thais Guin e Mauro Catanzaro falaram com Fernanda Vidigal, coordenadora pedagógica do projeto. Como estamos no início, toda e qualquer dica vindas de pessoas experientes é mais do que bem vinda. Entre muitos outros assuntos importantes tocados naquela visita, um em destaque foi o uso da PROPAGANDA como meio de entender princípios de Roteiro, além de noção de direção, direção de arte e outros detalhes do vídeo. Pensando nisso e misturando o útil ao necessário, Mauro e Thais levantaram a discussão de usar uma campanha sobre sexo seguro, como aquelas que a TV apresenta em época de carnaval.

Com o apoio dos presentes, entre voluntários e coordenação da Oficina, começamos a pensar na realização daquela idéia. Coincidentemente, alguns amigos haviam feito como trabalho de faculdade uma peça sobre o assunto Sexo. Depois de algumas tentativas de contato com os realizadores da tal peça e problemas de agenda com o grupo, acabamos apelando para improvisação. Usando alguns que participaram da apresentação e outros que tinham apenas assistido, Priscila, nova voluntária no projeto, com a ajuda de outros antigos voluntários correram atrás da nova versão da peça.

Essa era a parte divertida do sábado. Faltava, portanto, a parte séria, a parte “chata” da coisa. Pensamos no óbvio, a boa e velha palestra. Aproveitando estar em uma universidade que tem um curso na área da saúde, procuramos entre professores alguém disponível para a tarefa de mostrar com seriedade o tema. Infelizmente, o tempo era curto (três dias) e não conseguimos ninguém que estivesse disponível para sábado, dia 18.

Num exercício de improviso - ausência de atores da peça e “quase-formadas” fazendo a parte da palestra - a coisa aconteceu (no mínimo, quase) como gostaríamos. Como é regra em todas as atividades de sábado começar com a meditação, dessa vez não foi diferente. Começamos com uma história contada pela Marina Catanzaro, seguida de uma oração, feita pelo que vos escreve, e uma introdução da atividade do dia, apresentada pela Thais.

As performances de Mauro, Tinho, Flavinha e Priscila, interpretando, respectivamente, uma prevenida garota tímida, outra mais saidinha, um “pegador” e o amigo conselheiro, foram hilárias e arrancaram gargalhadas dos visitantes, alunos e voluntários. Com destaque para a frase “esse cabelo não sai da minha boca”, improvisada pelo Mauro e a interpretação caricata de uma "quase-prostituta" de Tinho. Mostraram a história de um inconseqüente e promíscuo garoto que se vê em confusão ao engravidar uma de suas parceiras.

As alunas Luciara e Nancy do último semestre de Enfermagem da UNASP gentilmente se dispuseram a apresentar os perigos do sexo sem proteção. Mostraram as principais doenças sexualmente transmitidas, este com fortes ilustrações, uma apresentação multimídia e até uma polêmica mini-aula sobre como colocar a camisinha, usando uma banana. As alunas aproveitaram para abrir um espaço para perguntas e, com a ajuda da Thais, finalizaram o programa aconselhando sobre a melhor das prevenções contra DSTs, abortos e gravidez não programada: o sexo somente após o casamento.

Ao fim do dia, explicamos como seriam as próximas atividades na Oficina. Alguns vídeos de propaganda da TV, baixados da Internet e alguns exemplos de campanha a favor do sexo seguro foram apresentados pela Thais. O desafio estava lançado. Os quatro grupos apresentarão, até o fim do semestre, uma campanha completa, com direito a propaganda em vídeo, onde, seguindo os conselhos de Fernanda Vidigal, aprenderão os princípios básicos de roteiro e direção.

O nosso agradecimento às professoras Luciara e Nancy, aos atores Tinho, Flavinha e Priscila, à importante visita do Endomarketing da Sonae Sierra Brasil, nas pessoas da Lídia e Arlete e a TODOS os voluntários e visitantes presentes que ajudaram - em especial a minha linda mãe, visitando o projeto pela primeira vez. Incluo na lista de agradecimentos todos os membros da coordenação que vêm desde o começo do semestre passado se virando como podem, entre reuniões e discussões, disponibilizando tempo (inclusive madrugadas em pleno fim de semana), paciência e dinheiro do próprio bolso para este projeto.

28 de abril de 2008

12 de abril, primeira aula de Teatro

Depois de algumas semanas sem postar aqui no blog (cabe aqui um "desculpa!"), vou relembrar, para respeitar a intenção do “diário” da OC, um dos dias mais empolgantes para as crianças da Oficina: a primeira aula de TEATRO.

(A correria para postar é porque ainda estarmos correndo atrás de patrocínios e boa parte do nosso tempo de sobra está sendo designada para isso. Voltando...)

Claro que já tivemos aulas amadoras de teatro. Inclusive, vale lembrar que apresentamos na Sede uma peça para os voluntários, no semestre passado. Mas dessa vez foi diferente. Professor de Teatro no CEU Campo Limpo, Ricardo (estudante da USP) soube prender a atenção da criançada com sua informalidade e naturalidade com o assunto que mais chama a atenção das crianças. Mostrou total domínio do assunto e fez alguns ali que nunca tinham se soltado, perder um pouco da vergonha de falar em público. Aproveitou também para realizar algumas dinâmicas de integração.









Na verdade, o dia (há quase três semanas) era apenas uma amostra grátis para as aulas que teríamos durante a semana. Agora, com horário fixo (quinta à tarde), os alunos ainda não estão comparecendo em sua maioria, por motivos diversos. Alguns são babás de outras crianças, outros dos próprios irmão, alguns trabalham e outros ainda não estão no clima. Ainda faltando, portanto, aquele problema de comprometimento. Mas já estamos tomando as devidas providências e acreditamos que uma integração dos voluntários com as famílias das crianças fará uma importante diferença.

















É um grande passo para a OC por ser algo mais específico e mais prático, mais palpável e de resultado quase instantâneo. Estamos ainda aguardando por recursos para financiar essa etapa final do semestre, que termina ao fim de junho. Pegando, provavelmente, um pouquinho de julho.

20 de março de 2008

15 de março, terceiro dia na OC

Atuações surpreendentes e uma clara melhora em algumas deficiências verificadas em atividades anteriores, como a timidez em falar em público, marcaram o terceiro sábado da Oficina de Cinema do Projeto Vida Nova.

Aproveitando o ensejo do feriado de Páscoa na próxima semana, foi desenvolvida pelo Wesley Modro, uma atividade pela qual se pôde verificar um alto grau de entusiasmo entre os participantes, com um resultado muito satisfatório no que tange ao desenvolvimento das aptidões relacionadas com alguns aspectos fundamentais do cinema, como atuações, figurinos etc.

As crianças foram divididas em dois grupos de 11 pessoas, recebendo cada um dos grupos uma missão diferente. Um dos grupos, liderado por mim, Mauro, e pela Thais, ficou incumbido de encenar a história da páscoa descrita no Velho Testamento. Na primeira parte da Bíblia, Moisés, a mando de Deus, pediria ao Faraó a libertação de seu povo, que vinha sendo escravizado pelos egípcios. Vale ressaltar as impressionantes performances do pequeno Wellington como libertador de Israel, e do Victor, como o agora inimigo de Moisés.

O outro grupo, liderado pelo Wesley e Sthefanie, ficou responsável pela encenação da história da Páscoa adaptada à realidade do cotidiano das crianças. A intenção era fazer um paralelo entre a páscoa bíblica e a "páscoa" contemporânea. Na história, criada pelo Wesley, à semelhança de Moisés na Bíblia, o personagem Carlos deseja mudar de vida, sair da favela e buscar um lugar melhor para sua família. Impedido pelo traficante com quem havia crescido, ele consegue sua libertação com a ajuda de Deus.

Muito estimuladas pela promessa de uma boa premiação para quem levasse mais a sério e melhor interpretasse os papéis que lhes foram incumbidos, as crianças se demonstraram entusiasmadas, ajudando na confecção dos figurinos, nos "efeitos especiais" a serem utilizados no momento das 10 pragas, decorando suas falas, e superando a própria a timidez.

Após os ensaios, cada grupo apresentou sua respectiva peça perante o outro grupo e os voluntários, e o resultado foi melhor que o esperado, um raro silêncio na platéia, e muitos talentos revelados no momento das atuações.

A cada sábado temos tido a grande oportunidade de verificar as principais deficiências das crianças, na maioria dos casos relacionadas com a auto-estima ou algum tipo de revolta pelas difíceis condições sociais em que se encontram, sobre as quais estamos trabalhando, com a intenção de saná-las. Mas, acima de tudo, temos verificado diversas virtudes, talentos e muita vontade de serem pessoas melhores, melhora esta, sensível a cada encontro.

10 de março de 2008

8 de março, segundo dia na OC

Pontualidade (dos alunos), participação especial, colagens e muita criatividade fizeram desse sábado o dia mais proveitoso na Oficina de Cinema do Vida Nova. Numa dinâmica apresentada pela Thais Guin e o Mauro Catanzaro, as crianças aprenderam um pouco mais sobre como criar uma história.

No lugar do falatório do primeiro dia, o casal colocou a criançada para trabalhar. Para facilitar o entendimento, os professores mostraram no início da aula a história de Sansão. O rapaz que tinha forças no cabelo e que se perdeu por causa da mulher traidora foi contada com colagens retiradas de antigas edições de "
Rolling Stone", "Veja", entre outras.

Explicada a tarefa, os alunos foram divididos em grupos de três. Foram entregues também, para cada grupo, as ferramentas necessárias para o exercício, cartolinas, tesouras e cola, além das revistas. Com várias publicações trazidas pelos voluntários, os alunos deveriam criar, colando em uma cartolina, histórias com início, meio e fim. Além disso, eles deveriam nomear cada personagem principal.

Cerca de 50 minutos foram necessários para todas as crianças entregarem a tarefa. E, diante de todos os colegas, os futuros roteiristas contaram suas histórias. Algumas muito criativas, por sinal. Outras, apenas boas, mas todas bem realizadas com um ânimo raramente visto entre eles. No final, dois grupos foram escolhidos pelos voluntários presentes para receber o prêmio trazido pela também voluntária Fabiana Oliveira.

Com essa dinâmica, foi possível notar um importante exercício, aliás muitos exercícios, que teremos que realizar de alguma forma com todos esses alunos: a vergonha de falar em público, a timidez.

6 de março de 2008

1º de março, primeiro dia na ONG em 2008

Depois dessas férias, de certa forma, inúteis para a oficina, já que os organizadores estiveram alguns envolvidos em viagens, outros em procurar casa pra morar (o que vos fala, por exemplo) e o resto ficou incomunicável, voltamos, enfim, para as atividades. Animados, é claro. Alguns alunos internos estiveram presentes em uma reunião durante a última semana de fevereiro e tivemos outras realizadas com a coordenação, e isso serviu, no mínimo, para nos dar ânimo.

Na última conversa que tivemos com os voluntários novos foi definido que o primeiro dia teríamos uma "entrevista" com cada criança do projeto. Tarefa criada (e que seria apresentada) pelo Wesley Modro. Na correria da semana, acabamos por esquecer que se a conversa seria com cada criança, individualmente, precisaríamos, então, de uma segunda atividade para aqueles que estivessem esperando. Então, lembrei de um capítulo do "Manual do Roteiro" onde o autor Syd Field, guru dos roteiristas para alguns, conta que em uma de suas aulas de roteiro fez uma dinâmica bem interessante.

A dinâmica é simples: com apenas um dado do personagem principal, montaríamos junto com os alunos uma história. Simples, mas com certa coerência. Então, comecei. "Temos uma criança em São Paulo". Pronto, a trama (se é que posso tratar assim) é trabalhada em cima disso. Já deve estar pensando que era uma tarefa muito difícil para as crianças. Mas não, ainda bem. O resultado serviu, no mínimo, para perceber o interesse de muitos ali por esse lado. Todos ajudaram, alguns mais outros menos, a contar a vida de Alex (nome sugerido por todos). Um aluno especificamente chamou a minha atenção (e, no final, percebi que não havia sido só a minha). Mas além deste, outros 5 ou 6 também ajudaram muito na primeira noção de roteiro da oficina.

Quanto a dinâmica do Wesley, não foi possível chegar ao fim, já que tínhamos pouco tempo. Mas isso era previsto, já que a média de tempo/aluno era de 10 minutos. E a nossa oficina no sábado só funciona por 1h30min. Isso o próprio Wesley, também do CinemaFranco, escreverá aqui, assim que forem realizadas todas as entrevistas.

2 de dezembro de 2007

HELP! I Need Somebody! HELP! Not Just Anybody

Já estava confirmado: a oficina laranja do Projeto Vida Nova se tornaria uma Oficina de Cinema. Mas e agora? Na nossa primeira reunião, que na verdade era pra definir o filme e um pouco do rumo da equipe laranja, só serviu pra ver que nada sabíamos sobre oficina e, muito menos, sobre como fazer um filme. Claro, sabíamos que era uma coisa difícil, tínhamos algumas idéias interessantes, mas nada “concretizável”. Apesar do Denílson, Rodrigo, Mura e eu termos uma noção de cinema, todos nós só saímos com uma conclusão: vamos precisar de muita ajuda.

O Denílson tem uma pessoa que poderia ajudar na parte de interpretação. Se não me engano, um professor da Fábrica de Criatividade dava aula disso. O Rodrigo faz FAAP. Pra quem não sabe, uma das melhores faculdades de Cinema do Brasil fica lá. Stellinha também já havia pensado nas pessoas do UNASP - faculdade próxima à ONG - que poderia nos ajudar na parte de controlar a garotada. Eu logo me lembrei de alguns amigos que tinha que poderiam, além de ajudar, conhecer gente interessante nessa área.

Então, começou a fase de atirar para todos os lados, até acertar alguém que realmente fosse comprometido ou, ao menos, pudesse ajudar com alguma dica e manha para essa idéia que não era nada fácil. Fácil, porque, não sei se lembram, mas não foi uma oficina de cinema que se abriu e quem quisesse e tivesse interessado poderia vir participar. Não mesmo. Era uma oficina do Projeto que precisava de alguma atividade, daí surgiu a oficina. Bem diferente de pessoas que viriam porque realmente se interessavam por isso. O que isso significa: corríamos o risco de chegar lá e todas as crianças odiarem a nossa idéia. Então, percebemos que, além de ajuda, dicas e “manhas” para oficina, precisaríamos de uma ajuda pedagógica.

No trabalho, o tempo que eu tinha sobrando, eu entrava no bom e velho Google.com e pesquisava tudo o que podia. Palavras chaves “oficina”, “cinema”, “são paulo”, “ong”, até “apostilas” eu arriscava colocar no campo de procura pra ver se achava algo mais prático. Achei algumas produtoras e oficinas interessantes. Uma ficava em Santos e, já no primeiro e-mail que enviei, demonstrou muita atenção e parece realmente que vai ajudar: as Oficinas Querô. Mas era época de aula, não tínhamos como visitar. Ainda assim, não descartamos, claro. As férias estão chegando e Rodrigo – que agora não tem mais aula nem estágio – planeja visitar essa oficina e ver como ela funciona. Descobrimos também as oficinas KinoFórum, daqui de São Paulo. Têm mais a pegada social, como a nossa. Ainda não conseguimos nenhum grande retorno deles, apenas algumas respostas “padrões”, mas o que precisamos é apenas uma visita e isso, pra eles, não tem problema algum.

Até a Gullane Filmes, responsável por “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” e “Não por Acaso”, foi extremamente atenciosa e ainda ajudou a indicar pessoas que podem nos ajudar. O Instituto Criar ofereceu o que nós precisávamos: dicas pedagógicas, de como lidar com essas crianças. Nesse mês ainda visitaremos esse instituto que descobri na camiseta de alguém andando na rua. Enfim, conseguimos alguns contatos. Fabi, uma amiga minha, conhece duas pessoas que fazem cinema e elas já estão dipostas a ajudar. Pâmela também conseguiu bons contatos. A Giselle conseguiu um, pelo que entendi, sócio de alguma produtora. E assim, vai.

Por último, mas nada menos importante, conseguimos amigos e amigas, dispostos a ajudar, mesmo sem saber do que realmente se tratava, só queriam ajudar, seja lá o que fosse. De lá pra cá, foram não tantas, mas todas essenciais, as ajudas que conseguimos, seja de alunos do UNASP, seja da comunidade do UNASP ou de outras comunidades. O Samuel, por exemplo, já se tornou mais que importante, ajudando inclusive na edição (esta, a edição, merecerá um post especial) e em todo o resto da oficina. Shaline, Tety, Danna, a já citada Fabi, Túlio, Soneca, Tati (minha namorada) e outros que ajudam até hoje e pretendem voltar com toda a força no próximo semestre quando a oficina voltar a funcionar. Outros, ajudaram muito, como a Thais, Mauro, Pinto, Nilton, Pâmela e outros tantos que se não ajudaram presencialmente, ajudaram com alguma carona, equipamento (HD portátil da Pam, por exemplo) ou qualquer coisa. A todos vocês um muito obrigado. Se esqueci algum nome, perdão, é domingo, acordei agorinha e sou uma mula nessas horas.

30 de novembro de 2007

Surge a Oficina de Cinema do Projeto Vida Nova

O projeto apareceu com uma idéia do Johnny, amigo nosso que mora no Canadá. Karen, a responsável pelas oficinas da ONG (lá, além dessa de cinema, tem diversas outras) enviou um e-mail para um grupo que participávamos pedindo uma opinião do que poderia fazer nesse segundo semestre com uma das oficinas. A oficina laranja - elas são dividas por cores - que possui garotos com idade de 13 a 18 anos. Na verdade, Johnny surgeriu apenas que fizéssemos um filme. Com o tempo, naturalmente, surgiu um "brainstorm" entre os e-mails e chegamos a conclusão que uma oficina seria uma idéia um pouco mais interessante. Pensando sério, a idéia de fazer um filme como se fosse fazer compras realmente não andaria sem uma oficina propriamente dita.

Como sou um viciado em cinema, o papel de responsável pela oficina caiu em minhãs mãos - ou fui eu quem a agarrou, não me lembro. Só gostaria de lembrar aqui que gostar de cinema não necessariamente significa saber. Mas, coincidentemente, Rodrigo e eu pensávamos em fazer um filme já algum tempo. Mas tínhamos plena consciência que demorariam, no mínimo, 10 anos para a idéia ser concretizada. Eu já havia comprado um livro de Syd Field ("Manual do Roteiro") - que mais tarde iria encontrá-lo em sua palestra aqui em São Paulo - e estava empolgado com a idéia de construir um roteiro interessante. Não pensei duas vezes e chamei esse amigo, que faz arquitetura, para me ajudar.

Entre idéias boas e ruins para o filme, acabamos chegando a conclusão de que um documentário seria a melhor opção para marinheiros de primeira viagem. Outro amigo nosso, o Denílson Shikako (também vice-presidente dessa mesma ONG) coordena a oficina de música, um grupo de garotos do Jd. Amália, região do Capão Redondo. Rodrigo, viciado em documentários, não pensou duas vezes e lançou a idéia. Não deu outra. Os TucBoys, o tal grupo, irá virar documentário. Apesar do tema, aparentemente clichê, acreditamos que essa história precisa ser mostrada.

Mais pra frente, escreverei mais sobre esse projeto que ainda está engatinhando, pela falta de recursos e falta de tempo dos (por enquanto, poucos) voluntários, estudantes em sua maioria absoluta.